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PSCM-PS irá promover debates sobre protecção social em períodos de emergência

Amélia Simango

Amélia Simango é beneficiária do programa subsídio social básico, residente no posto administrativo de Muxungue, província de Sofala. Ela está sempre na companhia da sua neta de 3 anos, que partilham confidências e vulnerabilidades. Amélia faz parte dos 6400 beneficiários atendidos pelo instituto Nacional de Acção Social Delegação de Maxanga, que ficaram perto de 7 meses sem receber seu subsídio devido ao falecimento do delegado local. Esta situação deixou esta idosa e sua neta bastante vulnerável a fome e a contaminação do coronavírus, uma vez que lhe faltava dinheiro para compra de material de higienização e protecção.

“Não sei o que é pior, a fome ou o coronavírus? Para sobreviver eu partia castanha de caju de pessoas que vendem na estrada nacional Nr. 1, mas com o coronavírus já não passam muitos carros e, até as 18 horas já não há gente na estrada a vender. As pessoas que me convidavam para partir castanha já não me chamam, preferem partir sozinhas porque a quantidade é pequena e o lucro deles é pouco. Agora o que restou é fome, a fome é pior que esta doença”, disse Amélia em Ndauz (língua local).

Para além do coronavírus que veio aumentar a sua vulnerabilidade, a idosa vive na região da zona centro onde tem havido cenários de ataques armados. Amélia faz parte das estatísticas de muitos Moçambicanos que que viram sua situação de vulnerabilidade aumentar devido a situações de emergência como a Covid-19 e os ataques armados e, precisam de uma assistência social adequada para atender as suas necessidades de sobrevivência.

Num período em que mais pessoas podem cair no mapa da pobreza e vulnerabilidade devido ao estado de emergência/calamidade em que o país vive, a PSCM-PS, vai promover o debate sobre o papel da protecção social em períodos de emergência/calamidade na segunda conferência nacional sobre protecção social, a ter lugar no dia 13 de Outubro, na cidade da Beira.

Esta acção, conta com o apoio da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Embaixada da Irlanda, União Europeia (através do PAANE II) e a Oxfam (através do Programa AGIR com financiamento da Embaixada da Suécia), para além da colaboração de Organizações da Sociedade Civil e do governo local e central e visa traçar recomendações para a melhoria da definição e implementação de políticas, estratégias e programas de assistência social em prol dos grupos em situação de pobreza e vulnerabilidade em tempos de emergência/calamidade.

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